A resposta rápida
O juro composto faz os teus rendimentos gerarem novos rendimentos: com o mesmo retorno anual, quem começa cedo com pouco tende a acumular mais do que quem começa tarde com muito. Faz as contas ao teu caso na calculadora de juro composto e recebe ideias práticas de poupança na newsletter gratuita.
Como funciona, numa frase
Quando investes, o capital gera rendimento. No juro composto, esse rendimento fica a render também — e no ano seguinte a base já é maior. Nos primeiros anos quase não se nota; ao fim de uma ou duas décadas, a curva dispara.
Um exemplo neutro: investir 100€ por mês durante 30 anos e investir 300€ por mês durante 10 anos representa exatamente o mesmo capital (36.000€). Com o mesmo retorno anual positivo, a primeira versão termina com mais dinheiro — porque cada euro teve mais tempo para compor.
O tempo é o ingrediente que não se compra
Podes sempre aumentar o valor que investes mais tarde; não podes recuperar anos de capitalização perdidos. É por isso que a decisão mais valiosa raramente é «esperar até ter mais dinheiro» — é começar com o que há.
Isto também muda a leitura do risco: para horizontes longos, a volatilidade de curto prazo pesa menos do que o custo de ficar de fora.
Os inimigos do juro composto
Dois travões silenciosos: as comissões, que compõem contra ti da mesma forma que os juros compõem a favor (vê o efeito na calculadora de impacto das comissões), e as interrupções — cada resgate antecipado reinicia parte do relógio.
A defesa é simples de dizer e difícil de fazer: custos baixos, regularidade e paciência.
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