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Diversificação na prática: o que é — e o que só parece

A resposta rápida

Diversificar é espalhar o risco por ativos que não caem todos ao mesmo tempo. Dez ações do mesmo setor não diversificam quase nada; um índice amplo diversifica muito com um só produto. Acompanha estas ideias na newsletter gratuita do Lucrar.

O único almoço grátis

Na teoria financeira chama-se à diversificação «o único almoço grátis»: reduz o risco da carteira sem exigir, à partida, sacrificar retorno esperado — porque os maus momentos de uns ativos são compensados pelos bons de outros.

O que ela não faz: proteger-te de quedas gerais do mercado. Diversificação reduz o risco específico, não elimina o risco de mercado.

Falsas diversificações

Dez ações tecnológicas: um só risco, dez nomes. Três fundos que têm as mesmas empresas lá dentro: um só portefólio, três embalagens. Casa própria + fundo imobiliário + REITs: imobiliário três vezes.

O teste é simples: o que acontece à carteira toda se um único cenário correr mal?

Como simplificar

Para a maioria das pessoas, o caminho simples são fundos ou ETFs amplos — muitos setores e geografias num só produto, a custo baixo. Escolher onde os deter também conta: compara condições nas nossas comparações de corretoras.

Diversificar bem é aborrecido. É esse o objetivo.

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